segunda-feira, 4 de maio de 2009

ENERGIA

Pré-sal aumenta poder do Brasil no mundo, diz Lula na 1ª extração

Por: Daniel Gonçalves (Direto do Rio de Janeiro)

Na cerimônia que marcou a extração do primeiro óleo da camada pré-sal do campo de Tupi, realizada nesta sexta-feira(01/05/2009), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a descoberta da reserva e o início de sua exploração aumentam o poder do Brasil no cenário mundial.
O campo de Tupi foi o primeiro a ser descoberto na área do pré-sal da Bacia de Santos e a maior reserva já descoberta no País - com potencial de óleo recuperável entre 5 a 8 bilhões de barris de petróleo - praticamente a metade das reservas provadas de óleo do Brasil, hoje de cerca de 14 bilhões de barris.
"Isso coloca o brasileiro com uma respeitabilidade maior do que um país com pouco petróleo e permite que a Petrobras se afirme muito mais como primeira empresa no mundo a aperfeiçoar tecnologia de prospecção de petróleo em águas profundas", disse Lula.
O presidente falou ainda que quando a Petrobras, num dia de força simbólica como o 1º de maio, apresenta ao mundo a tirada do primeiro barril de petróleo do pré-sal, "isso tem um significado incomensurável".
"É um momento histórico para este País. A gente precisava vivenciá-lo, porque é uma nova era e nem sabemos tudo o que tem lá embaixo e o que vamos enfrentar de adversidades para poder explorar esse petróleo", complementou o presidente.
Após dizer que não tem pressa em entrar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o presidente comentou que o Brasil deve estabelecer com urgência um novo marco regulatório para a indústria do petróleo, que permita ao Estado tirar mais proveito de sua riqueza.
O político concluiu seu discurso dizendo que o pré-sal é, além de a "segunda independência do Brasil", uma oportunidade de aumentar os investimentos e as pesquisas para o desenvolvimentos de novas tecnologias para a exploração e extração de petróleo, o que coloca o País numa posição estratégica entre as nações no que diz respeito à geração de riquezas.
Em tom irreverente, diante das autoridades que acompanharam o cerimonial, realizado na Marina da Glória, o presidente também entregou um recipiente com óleo extraído da reserva ao vice-presidente da República, José Alencar, dizendo que simbolizada um troféu.

Ter Amigos Pode Prolongar a Vida...

por Tara Parker-Pope (Estados Unidos)

Na busca por melhor saúde, muita gente recorre a médicos, livros de auto-ajuda ou suplementos de ervas. Mas essas pessoas desconsideram uma arma poderosa que poderia ajudá-los a combater doenças e depressões, acelerar curas, retardar o envelhecimento e prolongar sua vida: os amigos.
Os pesquisadores só agora estão começando a prestar atenção à importância da amizade e das redes sociais para a saúde. Um estudo australiano com 10 anos de duração constatou que pessoas mais velhas com um círculo mais extenso de amizades tinham 22% menos chance de morrer durante o período de estudo do que aquelas com menos amigos. Um grande estudo de 2007 demonstrou que o risco de obesidade é quase 60% mais alto entre as pessoas cujos amigos ganharam peso. E no ano passado, pesquisadores na Universidade Harvard reportaram que fortes laços sociais podem promover uma melhor saúde cerebral à medida que envelhecemos.
"Em termos gerais, o papel da amizade em nossas vidas não é muito bem apreciado", disse Rebecca Adams, professora de sociologia na Universidade da Carolina do Norte, em Greenboro. "Existem montanhas de material sobre famílias e casamento, mas muito pouco sobre amizade. Isso me intriga. A amizade tem maior impacto sobre nosso bem-estar psicológico do que as relações familiares".
Em um novo livro, Jeffrey Zaslow conta a história de 11 mulheres que foram amigas na infância, em Iowa, e posteriormente se afastaram, terminando por viver em oito Estados diferentes. A despeito da distância, a amizade entre elas perdurou durante a universidade, casamentos, divórcios e outras crises, entre as quais a morte de uma das integrantes do grupo antes dos 30 anos de idade.
Usando álbuns de recortes e fotos e as recordações que lhe foram narradas pelas mulheres, Zaslow relata como a amizade fervorosa que as unia ajudou a ditar o rumo de suas vidas e sempre as ajudou a perseverar. O papel da amizade para a saúde e o bem-estar do grupo é evidente em quase todos os capítulos.
Duas das amigas descobriram recentemente que sofrem de câncer de mama. Kelly Zwagerman, agora professora de segundo grau em Northfield, Minnesota, disse que quando recebeu o diagnóstico da doença, em setembro de 2007, o médico recomendou que ela se cercasse da família. Em lugar disso, ela procurou a ajuda de suas amigas de infância ainda que vivessem bem longe.
"As primeiras pessoas a quem contei a respeito foram minhas amigas de Ames", ela revelou em entrevista. "Eu mandei e-mails a elas. Imediatamente recebi e-mails e telefonemas com mensagens de apoio. O amor que todas elas demonstraram foi instantâneo".
Quando ela se queixou de que o tratamento por que estava passando havia causado feridas dolorosas em sua garganta, uma das amigas de Ames lhe enviou uma máquina que faz vitaminas e receitas. Outra, que havia perdido uma filha para a leucemia, mandou a Zwagerman um gorro de tricô, porque sabia que ela sentiria frio na cabeça, depois de perder os cabelos. Outra das amigas lhe enviou pijamas feitos de um tecido especial para ajudá-la a suportar os suores noturnos.
Zwagerman disse que muitas vezes se sentia mais confortável discutindo a doença com as velhas amigas do que com o médico. "Nós nos conhecemos há tanto tempo que posso falar com elas sobre qualquer coisa", ela disse. Zwagerman diz que suas amigas de Ames são um fator essencial para seu tratamento e recuperação, e as pesquisas confirmam suas impressões.
Em 2006, um estudo envolvendo cerca de três mil enfermeiras portadoras de câncer de mama constatou que as mulheres sem amigos próximos apresentavam incidência de morte quatro vezes mais alta, pela doença, do que as mulheres que contam com bons amigos. E, notavelmente, a proximidade e a freqüência de contato com os amigos não apresentavam associação com os índices de sobrevivência. Simplesmente ter amigos oferece proteção.
Bella DePaulo, professora visitante de psicologia na Universidade da Califórnia em Santa Barbara, cujo trabalho se concentra em pessoas solteiras e amizades, apontou que em diversos estudos a amizade tem um efeito superior sobre a saúde do que a presença de um cônjuge ou familiar.
No estudo de enfermeiras portadoras de câncer de mama, ter ou não um cônjuge não apresenta associação com os índices de sobrevivência.
Embora muitos dos estudos sobre amizade se concentram no relacionamento estreito entre mulheres, algumas pesquisas demonstram que os homens também podem se beneficiar.
Em um estudo de seis anos de duração envolvendo 736 homens suecos de meia-idade, um relacionamento afetivo com uma única pessoa não parecia afetar o risco de ataques cardíacos e doenças coronárias fatais, mas ter amigos fazia diferença. Apenas o fumo era um fator de risco tão forte quanto a falta de apoio social.
Não está inteiramente claro por que a amizade tem um efeito tão forte. Embora amigos possam fazer pequenos serviços e apanhar medicamentos para uma pessoa doente, os benefícios vão além da assistência física; de fato, a proximidade nem parece influenciar.
Pode ser que as pessoas com fortes conexões sociais também disponham de acesso melhor a serviços de saúde e assistência. Mas, para além disso, a amizade também tem profundo efeito psicológico. As pessoas com amizades fortes costumam apresentar menor incidência de resfriados do que as demais, talvez porque sofram de níveis mais baixos de estresse.
No ano passado, pesquisadores estudaram 34 alunos da Universidade da Virgínia, aos quais conduziram em passeio ao sopé de uma colina íngreme. Quando chegaram lá, cada um colocou uma mochila carregada nos ombros. Alguns dos participantes fizeram o percurso com amigos, e outros sozinhos. No sopé da colina, com a mochila nas costas, eles foram convidados a avaliar o quanto a encosta era íngreme.
Os universitários que fizeram a caminhada acompanhados por amigos estimaram que a colina fosse menos íngreme. E quanto mais antiga a amizade entre as pessoas de cada grupo, menos íngreme a colina lhes parecia.
"As pessoas com redes de amizade mais fortes sentem que existe alguém a quem podem recorrer", diz Karen Roberto, diretora do centro de gerontologia da Universidade de Tecnologia da Virgínia. "A amizade é um recurso subestimado. A mensagem consistente de todos esses estudos é a de que amigos tornam a vida melhor".

NOVO PLANETA PODERIA ABRIGAR VIDA

por Kate Ravilious (Estados Unidos)

Talvez um visitante não viesse a se sentir exatamente em casa. Mas o planeta conhecido como Gliese 581d tem muito mais em comum com a Terra do que os astrônomos imaginavam inicialmente. Novas medições sobre a órbita do planeta o colocam firmemente em uma região na qual as condições seriam propícias à presença de água em forma líquida e, assim, de vida tal qual a conhecemos, afirmou o astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra, Suíça, em anúncio recente.
"O planeta está na zona habitável (que sustenta vida), e pode ser que exista um oceano em sua superfície", disse Mayor durante a Semana Européia de Astronomia e Ciência Espacial, uma conferência realizada na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Descoberto em 2007, o Gliese 581d teve sua posição inicialmente calculada como distante demais de sua estrela - o que o tornaria frio demais - para sustentar um oceano.
Mas Mayor e seus colegas agora acreditam ter descoberto um quarto planeta orbitando o Sol do sistema solar Gliese 581 - e se trata do mais leve dos exoplanetas até agora identificados. O astro, conhecido como Gliese 581e, tem massa duas vezes maior que a da Terra e é o mais próximo do Sol, completando uma órbita em 3,15 dias.
"Isso reduz o fator de massa (do exoplaneta mais leve conhecido) a menos da metade. O exoplaneta mais leve entre os anteriormente identificados tinha massa cinco vezes superior à da Terra", afirmou Andrew Collier Cameron, astrônomo da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, que não participou da descoberta.
Vizinho próximoO Gliese 581 é um sol anão vermelho que integra a constelação da Libra, e fica a cerca de 20,5 anos-luz da Terra. "Em termos astronômicos, é um dos nossos vizinhos mais próximos, o 87° na ordem de distância com relação ao Sistema Solar", afirmou Carole Haswell, astrônoma da Universidade Aberta de Milton Keynes, no Reino Unido.
Porque os planetas que orbitam Gliese 581 estão distantes demais para permitir observação direta, Mayor e seus colegas avistaram o Gliese 581d originalmente ao identificar pequenas oscilações no movimento da estrela do sistema, utilizando o telescópio do Observatório Meridional Europeu (ESO), em La Silla, Chile. Com massa equivalente a sete vezes a da Terra, o Gliese 581d não deve ser feito exclusivamente de rochas, acredita a equipe de pesquisadores que o identificou.
"A essa altura só podemos especular, mas é possível que o planeta tenha um núcleo rochoso encapsulado em uma camada de gelo, com um oceano em forma líquida na superfície e uma atmosfera", afirmou Mayor. Enquanto isso, o muito menor e mais leve Gliese 581e "provavelmente não parece muito diferente da Terra, se excetuarmos a temperatura provavelmente muito alta, já que ele se localiza bem perto do sol do sistema", disse Andrew Norton, outro astrônomo da Universidade Aberta.
"É muito animador que um candidato tão promissor entre os planetas assemelhados à Terra tenha sido descoberto a distância tão curta de nós; isso significa que a probabilidade de que muitos mais planetas semelhantes existam será maior quando estendermos o alcance de nossas buscas". E quanto mais planetas semelhantes à Terra existirem, maior a chance de descobrir que um deles abriga vida.
"Creio que seja apenas questão de tempo", disse Norton. "Se de fato existir vida em qualquer outro lugar do universo, então dentro de 10 a 15 anos espero que seja possível perceber seus primeiros sinais, por meio de sinais espectroscópicos dos exoplanetas".

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dúvidas sobre a gripe suína (tá na mídia)...








O que é a gripe suína?

É uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.
O atual surto, que teve início na América do Norte, é provocado por uma versão mutante do vírus H1N1 capaz de infectar humanos e se propagar de pessoa para pessoa.

Quão perigosa é a gripe suína?


Os sintomas da gripe suína em humanos parecem ser semelhantes aos produzidos por gripes comuns, sazonais. Esses sintomas incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga. A maioria dos casos registrados até agora no mundo parecem ser brandos, mas no México foram registradas várias mortes.

Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?


A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A.
Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas.
Os vírus da gripe têm a capacidade de trocar componentes genéticos uns com os outros, e parece provável que a nova versão do H1N1 resultou de uma mistura de diferentes versões do vírus, que podem normalmente afetar espécies diferentes no mesmo animal hospedeiro. Os porcos normalmente oferecem uma condição boa para que esses vírus se misturem.

O quanto as pessoas devem se preocupar?


Quando um novo tipo de vírus da gripe aparece e adquire a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa, é monitorado de perto para verificar seu potencial de gerar uma epidemia global, ou pandemia. A Organização Mundial da Saúde advertiu que, considerados em conjunto, os casos no México e nos Estados Unidos podem gerar uma pandemia e afirma que a situação é séria.
Porém os especialistas dizem que ainda é muito cedo para avaliar completamente a situação. Atualmente, eles dizem que o mundo está mais perto de uma pandemia do que em qualquer época após 1968.
Ninguém conhece todo o impacto potencial de uma pandemia, mas especialistas advertem que poderia custar milhões de vidas em todo o mundo.
A pandemia de gripe espanhola, iniciada em 1918 e também causada por um tipo de vírus H1N1, matou 50 milhões e infectou 40% da população mundial. Mas o fato de que em todos os casos registrados nos Estados Unidos os sintomas eram leves pode ser encorajador.
Isso sugere que a gravidade do foco no México pode ser resultante de algum fator específico ligado à localização - possivelmente um segundo vírus não relacionado que circula na comunidade. Outra hipótese é de que as pessoas infectadas no México podem ter buscado tratamento num estágio posterior da doença.
Também pode ser o caso de que a forma do vírus circulando no México seja ligeiramente diferente da registrada em outros lugares, mas isso só poderá ser confirmado por análises de laboratório.
Também há a esperança de que, como os seres humanos são normalmente expostos a formas do H1N1 por meio de gripes sazonais, nossos sistemas imunológicos já estão preparados para combater a infecção.
Porém o fato de que muitas das vítimas serem jovens aponta para algo incomum. As gripes sazonais normais tendem a afetar mais os idosos ou os bebês.

O vírus pode ser contido?


O vírus parece já ter começado a se espalhar pelo mundo, e muitos especialistas acreditam que a sua contenção, numa era de viagens aéreas fáceis, deverá ser muito difícil.

A gripe suína pode ser tratada?


As autoridades americanas dizem que duas drogas geralmente usadas para tratar casos de gripe, Tamiflu e Relenza, se mostraram úteis no tratamento de casos que aconteceram até agora.
Porém esses remédios devem ser ministrados nos estágios iniciais da doença para terem efeito. O uso desses medicamentos também torna mais difícil que pessoas infectadas passem o vírus para outros.
Ainda não está claro que efeito as atuais vacinas podem ter para oferecer proteção contra o novo tipo do vírus, já que ele é geneticamente diferente de outros tipos.
Uma vacina foi desenvolvida em 1976 para proteger os seres humanos de um tipo de gripe suína. Porém a vacina provocou efeitos colaterais graves, com mais mortes por causa da vacina do que por causa do foco de gripe.
O que eu devo fazer para me proteger? Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe suína, como aqueles que moram em áreas afetadas do México ou viajaram para o país, devem procurar ajuda médica. Mas os pacientes não devem ir a clínicas médicas, para evitar transmitir a doença para outras pessoas. Em vez disso, elas devem ficar em casa e contactar seus serviços de saúde para receber recomendações.
Nesta segunda-feira, a União Europeia recomendou aos seus cidadãos que evitem viajar às áreas afetadas pela doença.

Que medidas podemos tomar para evitar a infecção?


Evite contato com pessoas que parecem não estar bem e que tenham febre e tosse. Medidas comuns para se evitar infecções e de higiene manual podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe suína em humanos.
Estas medidas podem ser simples como cobrir a boca e o nariz quando tossindo ou espirrando, usar um lenço de papel quando possível e jogando-o fora logo após o uso. É importante também lavar as mãos frequentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa. Outra providência é limpar a maçaneta de portas com frequência, usando produtos normais de limpeza. Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara cobrindo o nariz e a boca diminui o risco de transmissão.

É seguro comer carne de porco?


Sim, não há evidência de que a gripe suína pode ser transmitida ao se comer carne de animais infectados.
Mas é essencial que a carne tenha sido cozida direito. Uma temperatura acima de 70°C mataria o vírus.

E a gripe aviária?


O tipo de vírus da gripe aviária responsável pela morte de algumas centenas de pessoas no sul da Ásia nos últimos anos é diferente do da gripe suína. O vírus da atual gripe suína é o H1N1 e o da gripe aviária é oH5N1. Especialistas temem que o H5N1 tem o potencial de gerar uma pandemia por causa de sua capacidade de mutação rápida. Mas até agora, ela permanece de forma geral uma doença de pássaros. Os humanos infectados, sem excessão, trabalhavam em contato próximo com pássaros e casos de transmissão entre humanos são extremamente raros. Não há indícios de que o H5N1 tem a habilidade de ser transmitido facilmente de uma pessoa à outra.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Brics não estão prontos para capitalizar o FMI...

Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) concordaram nesta sexta-feira que não irão colocar recursos no Fundo Monetário Internacional (FMI), a menos que o órgão desenvolva instrumentos mais flexíveis que dêem mais poder a esses países em desenvolvimento, os chamados Brics, disse o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega.
Uma esperada reforma no sistema de cotas do FMI é o objetivo final das nações Brics, mas instrumentos provisórios podem ser usados para capitalizar o fundo no curto prazo, disse Mantega, após encontro com o grupo dos Brics em Washington.
Entre esses instrumentos está a emissão de bônus pelo FMI. A linha de crédito existente, conhecida como New Agreement to Borrow (NAB), também poderá ser usada se for reformada de modo a permitir que os emergentes tenham palavra sobre o uso do dinheiro.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

EUA querem distanciar Venezuela do Irã...

O aperto de mãos de Barack Obama e Hugo Chávez na Cúpula das Américas marcou o início de uma tentativa dos Estados Unidos de "distanciar" o presidente venezuelano de influências de países como o Irã, indicou nesta quarta-feira a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.
"Vamos ver se há uma oportunidade de distanciar o presidente Chávez dessas influências" de países que não são amigos dos Estados Unidos, indicou Hillary durante uma audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes no Congresso americano.
"É um assunto sério (...) se algum país em nosso continente ficar sob a influência do Irã ou de algum outro que não seja simpático aos nossos interesses", disse a secretária de Estado, ao lembrar que os Estados Unidos compram uma grande quantidade de petróleo da Venezuela.
"Vejamos se podemos começar a mudar essa relação. Pode ou não ser possível. O aperto de mãos não foi o fim de nada, e sim o começo para vermos se isso pode ser alcançado", afirmou Hillary.
Chávez e Obama se cumprimentaram e conversaram descontraidamente em várias ocasiões durante a Cúpula realizada em Trinidad no final de semana passado, situações que desencadearam críticas nos Estados Unidos sobre a política de Obama com países que não são aliados de Washington.
Irã e Venezuela reforçaram suas relações nos últimos anos, com a assinatura de dezenas de acordos de cooperação.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, acusou em janeiro o governo iraniano de realizar "atividades subversivas" na América Latina, particularmente nas Américas do Sul e Central.

Iniciando meus trabalhos geográficos

Hoje, 22 de abril de 2009 está entrando no ar um dos Blogs mais loucos e legais da Net...vamos discutir Geografia e outros assuntos interessantes e divertidos....participem...